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RBFFRevista Brasileira de Fisioterapia Forense
ISSN 2966-1706Trimestral · digital · acesso abertoPublicação da ABFF

O que é a Fisioterapia Forense

“É a aplicação dos conhecimentos de qualquer especialidade fisioterapêutica, ou atividade enquadrada como área de atuação fisioterapêutica, sempre em situações litigiosas, a serviço da Justiça Estatal ou Privada, determinando a elaboração de documentos legais que envolvam as disfunções dos movimentos humanos, assim como quaisquer cenários que envolvam a fisioterapia e/ou fisioterapeuta.”
LUCAS, R. W. C., 2023

O critério de pertinência editorial da RBFF é a situação litigiosa — não o subtema, não a especialidade de origem, não o foro em que a controvérsia se resolve.

Fascículo corrente

v.3, n.3 — jul./set. 2026

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RBFF, v.3, n.3, jul./set. 2026, e001

O fetiche do “selo MEC” e a ascensão da formação skill-first

The Fetish of the “MEC Seal” and the Rise of Skill-First Training

Ricardo Wallace das Chagas Lucas

Examina o descolamento entre a velocidade das competências exigidas pelo mercado real e o tempo próprio da regulação estatal da educação superior, concluindo pela convivência transparente entre o certificado de ofício e o diploma reconhecido pelo Estado.

RBFF, v.3, n.3, jul./set. 2026, e002

Composição de mobilidade e força muscular na quantificação da deficiência do segmento: crítica à ponderação 1:1 e método com fator de independência

Composition of joint mobility and muscle strength in segmental impairment rating: a critique of 1:1 weighting and a method with an independence factor

Ricardo Wallace das Chagas Lucas

A CIF atribui à mobilidade articular (b710) e à força muscular (b730) o mesmo qualificador ordinal e não fornece coeficiente para agregá-las. A nota demonstra que a média aritmética simples — ponderação 1:1 sem amparo em fonte publicada — dilui a valência mais comprometida e pode devolver deficiência inferior ao pior achado isolado, e que a fórmula de capacidade restante pressupõe independência integral entre as valências, rejeitada pelo AMA Guides quando há perda de amplitude no mesmo segmento. Propõe generalizar a regra condicional do próprio manual por um fator de independência k, declarado e submetido a análise de sensibilidade, aplicado a cada padrão de movimento antes da ponderação do segmento.

RBFF, v.3, n.3, jul./set. 2026, e003

Fisioterapia Forense Arbitral: o fisioterapeuta como árbitro e os limites do modelo pericial para descrever o campo

Forensic Physiotherapy in Arbitration: the physiotherapist as arbitrator and the limits of the expert-witness model to describe the field

Ricardo Wallace das Chagas Lucas; Luciano Paschoeto

Sustenta que a Fisioterapia Forense não se esgota na perícia da Resolução COFFITO nº 466/2016 e demonstra o argumento pela função arbitral: o perito informa e sua legitimidade decorre de reserva profissional; o árbitro decide e a sua decorre da convenção das partes, na forma do art. 13 da Lei nº 9.307/1996. Delimita a arbitrabilidade objetiva no cenário fisioterapêutico, examina as fronteiras do contrato de consumo e do art. 507-A da CLT, e sustenta que o espaço mais fértil está nas demais relações de trabalho contratualizadas — prestação autônoma, sociedades entre fisioterapeutas, parcerias, credenciamentos e responsabilidade técnica. Identifica, por fim, o risco de o árbitro tecnicamente qualificado substituir a prova pelo conhecimento privado.

RBFF, v.3, n.3, jul./set. 2026, e004

O que a equação NIOSH não mede: delimitação de aplicabilidade em perícia trabalhista e a confusão entre limite de peso populacional e carga metabólica individual

What the NIOSH lifting equation does not measure: scope limits in labour-court expert evidence and the confusion between a population weight limit and individual metabolic load

Ricardo Wallace das Chagas Lucas; Flávio Rosa Martelozo

A Equação Revisada do NIOSH devolve um limite de peso recomendado e um índice de levantamento, e nenhuma de suas entradas é medida no trabalhador examinado: o critério fisiológico entrou uma única vez, na construção dos multiplicadores, a partir de uma linha de base populacional de 9,5 kcal/min. A nota demonstra, com parâmetros de tarefa idênticos, que duas trabalhadoras de mesma idade recebem necessariamente o mesmo índice, ao passo que a aferição do custo cardiovascular devolve conformidade para uma e hipercarga com prescrição de pausas para a outra. Revisa as condições de validade declaradas no manual de aplicação, o objetivo declarado de prevenção de lombalgia e o silêncio da equação quanto ao segmento distal; enuncia as consequências periciais e processuais do uso indevido e propõe matriz de correspondência entre objeto de exame, instrumento e fundamento normativo.

Seções de submissão

As 15 áreas oficiais de atuação

Todas constituem seções de submissão da revista. Cada área tem definição própria, reproduzida integralmente na página de áreas.

A Fisioterapia Forense constitui um campo transversal de atuação — designado por seu autor como macroespecialidade (LUCAS, 2023) —, na medida em que todas as especialidades fisioterapêuticas reconhecidas pelo COFFITO contemplam perícias, consultorias e auditorias, e essas, quando realizadas em situações litigiosas, são legítimas da Fisioterapia Forense. O termo designa amplitude de abrangência, não titulação.

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Avaliação editorial com parecer assinado

Revisão aberta, por decisão deliberada

Cada manuscrito é lido por, no mínimo, dois pareceristas identificados, cujos nomes e afiliações são publicados anualmente. Em um campo de constituição recente, a transparência do parecer oferece garantia mais efetiva de qualidade do que um anonimato que não se sustentaria na prática.

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